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Notícias

23/12/2010.SEBRAE IRÁ CADASTRAR MPEs NO SICAF

O Sebrae irá cadastrar as MPEs (Micro e Pequenas Empresas) no Sicaf (Sistema de Cadastramento Unificado de Fornecedores) do Governo Federal, a partir do próximo ano. 

Segundo a Agência Sebrae, o cadastramento está previsto em convênio da instituição com o Ministério o Planejamento, Orçamento e Gestão.

Compras governamentais
Para o gerente de políticas públicas do Sebrae, Bruno Quick, a medida ampliará as possibilidades dos pequenos negócios em participar de compras públicas. A entidade capacitará profissionais para realizar esta ação.

Ele acrescenta ainda que só participam do processo das compras governamentais as empresas cadastradas no Sicaf. “Quem entra no Sistema é informado das licitações até por e-mail”, diz.

Por ano, o mercado de compras governamentais movimenta cerca de R$ 400 bilhões. O acesso dos pequenos negócios às compras do governo é garantido pela Lei Geral das MPEs.

“O que legitima esses benefícios é exatamente o uso deles pelos empresários. Os micro e pequenos negócios têm um reconhecimento muito grande sobre o papel estratégico no desenvolvimento econômico e social do País. E as janelas de oportunidades tendem a se abrir”, finaliza Quick.

Fonte: Infomoney por Karla Santana Mamona

Notícias

23/12/2010.PMEs

As PMEs (Pequenas e Médias Empresas) de todo o mundo estão mais otimistas na contratação de pessoal do que as grandes empresas. É o que revela um estudo realizado pela Regus com cinco mil empreendedores de 78 países.

De acordo com os dados, 40% dos empresários de PMEs afirmaram que pretendem aumentar seu quadro de profissionais nos próximos seis meses. Já nas grandes empresas, o indicador é de 36%.

Local de trabalho
A pesquisa indica ainda que os pequenos empreendimentos tendem a ser mais flexíveis quanto ao local de trabalho (76%) do que as empresas maiores (66%). Isto ocorre porque as PMEs buscam atender às necessidades do pessoal para poder reter os melhores profissionais.

Em relação ao Brasil, 56% das empresas são flexíveis quanto à localização do ambiente de trabalho, 56% pretendem aumentar pessoal e 39% planejam contratar mães voltando ao mercado.

“As empresas empreendedoras confirmam seu papel como motores do crescimento, fornecendo o combustível para acelerar o crescimento de seu país”, afirma o diretor-executivo da Regus, Mark Dixon.

Nível de confiança
Ele acrescenta ainda que, na comparação com as empresas em situação estável, os projetos dos empreendedores, devido à sua natureza, estão expostos a um maior nível de risco, são altamente voláteis e mais sensíveis a altos e baixos no lucro e na receita.

Para ele, um indicador relevante na avaliação do nível de confiança a curto prazo é a atitude das PMEs em relação ao aumento de pessoal.

Importância das pequenas empresas
As pequenas empresas exercem um papel importante na economia brasileira. Segundo os dados do estudo, elas são responsáveis por 50% do emprego no setor privado, além de representar 99% dos 5,8 milhões de empresas formais.

“Vemos fortes sinais de que o empreendedorismo está se preparando para um grande impulso de recuperação com investimentos em pessoal. Em vez de reduzir os recursos humanos, as PMEs estão optando por oferecer mais flexibilidade quanto ao local de trabalho e reduzir custos com espaço físico para escritórios, para atrair e recompensar funcionários com grandes talentos, como mães retornando ao mercado de trabalho, que se beneficiarão de um melhor equilíbrio entre trabalho e vida”, finaliza Dixon.

Fonte: Infomoney por Karla Santana Mamona    

Notícias

06/12/2010.Profissional deve ficar atento às informações da empresa: elas devem ficar no escritório.

Quem nunca ouviu alguém comentar sobre o trabalho em locais nada corporativos? O hábito de falar da profissão durante o almoço, no jantar, em encontro com amigos, parentes, é comum, tendo em vista o tempo que os profissionais passam no escritório. Essa prática, porém, pode se tornar prejudicial quando a conversa envolve informações que deveriam ficar entre as quatro paredes da empresa.

Não importa se é uma informação estratégica ou um plano de ação rotineiro, espalhar informações como essas pode gerar consequências nada agradáveis para quem não conseguiu manter a informação dentro do escritório. E, mesmo se os dados forem favoráveis à empresa, como um plano de aumentos salariais, por exemplo, divulgá-los pode acarretar a demissão do profissional.

A especialista de direito trabalhista da Mesquista Pereira, Marcelino, Almeida, Esteves Advogados Fernanda Perregil explica que a legislação prevê penalidades para quem divulga informações da empresa fora dela e sem autorização. E as punições vêm de todos os âmbitos do Direito. “A Constituição Federal, o Código Penal e a CLT [Consolidação das Leis Trabalhistas] preveem essas punições”, afirma.

O artigo 5º da Constituição Federal concede o direito de pedido de danos morais e materiais quando da quebra de sigilo das informações. Já o artigo 154 do Código Penal criminaliza a violação de segredo profissional, com punição de três meses a um ano de prisão. Já a CLT permite que a empresa demita por justa causa colaboradores que a prejudiquem com a divulgação de informações que levaram a algum tipo de prejuízo.

Mais do que as penalidades previstas na legislação, os profissionais perdem ainda mais quando acabam revelando segredos. “Ele pode ser mal visto”, comenta a gerente de Recursos Humanos da V2 Consulting, Andrea Kuzuyama. Ela explica que, quando se trata de assuntos da empresa, é preciso manter a cautela. Mesmo quando o funcionário se desliga da organização. “É uma questão de confiança. Quando você sai da empresa, as informações devem ficar na empresa”.

Uma questão de ética
Andrea acredita que a relação entre profissionais e as informações do local de trabalho envolvem o bom senso do profissional. “Se você tem essas informações, o ideal é que você não deva comentar”, diz. O headhunter e presidente da Junto Brasil - Fast Recruitment, Ricardo Nogueira, vai além: “Trata-se de uma questão de ética”.

Nogueira lembra que, dependendo do cargo que o profissional ocupa e do tipo de informação que ele detém, ele assina um termo de confidencialidade. Mas, ainda que esse termo não exista em muitas situações, os profissionais devem atentar para que dados da empresa não “vazem”, mesmo sem querer. Ricardo conta um caso de um diretor que passou dados da empresa para o e-mail pessoal a fim de terminar um trabalho em casa. A área de Tecnologia da Informação da instituição monitorou esse movimento e o executivo foi demitido.

“É importante que o profissional perceba que ele pode estar sendo monitorado a qualquer momento”, afirma o headhunter. Por isso, durante o período de trabalho, evite passar documentos da empresa, seja para um e-mail seja para um pen-drive. “Tem muitas empresas que não têm as portas abertas de USB justamente por isso”, diz.

Evite erros
Para Nogueira, o mais importante é que o profissional entenda as regras do jogo. “Você deve ter em mente as regras da empresa, as estratégias da empresa”, diz.

Para o headhunter, as regras e o bom senso devem prevalecer, mas como o bom senso é muito subjetivo, o profissional deve se agarrar aos movimentos da empresa. “Regra é regra”. E mesmo quando o profissional age de boa-fé, é preciso ficar atento.

Fernanda, advogada especialista em diretos trabalhistas, alerta que a empresa não precisa comunicar formalmente aos seus profissionais quais informações são ou não estratégicas. “Na Justiça, a empresa tem de provar que aquela informação é relevante e que sua divulgação compromete os negócios da empresa”, afirma.

Para evitar erros, Andrea, da V2, é enfática: “Cuide das informações da empresa como se elas fossem suas informações pessoais”.

Fonte: Infomoney por Camila F. de Mendonça